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28 / Out / 2015

População exposta a níveis excessivos de ruído

ruído-dor-de-cabeça-zumbidoEstudo realizado pelo “Coping with Noise”, e revelado nesta semana em Portugal, mostrou que cerca de um terço da população mundial está exposta a níveis excessivos de ruído , o que pode aumentar em 30% a probabilidade de sofrer perdas auditivas e duplicar as hipóteses de sofrer distúrbios de humor e de sono, além de dificuldades de concentração e dores de cabeça. Participaram da pesquisa, além de Portugal, EUA, Itália, França, Reino Unido, Bélgica, Espanha, Austrália, Holanda, Nova Zelândia e Alemanha

Segundo os resultados, os EUA estão no topo do ranking com 16% da população exposta a níveis elevados de ruído, seguido de Itália com 10% e Portugal, que divide o terceiro lugar com França e Reino Unido, todos com 7%, seguidos da Espanha (5%), Bélgica (6%), Holanda (4%) e Alemanha (2%) .

Pela pesquisa, as maiores fontes de ruído são o trânsito, as conversas entre pessoas, a música ambiente e os transportes públicos. Portugal lidera o ranking da maior exposição ao barulho do trânsito, juntamente com a Itália, ficando à frente da França e dos EUA.

O mesmo estudo desenvolveu um índice para verificar o estado da saúde auditiva nos 11 países participantes, com base na percepção das pessoas entrevistadas. O índice levou em conta a capacidade de compreender uma pessoa quando existe muito ruído de fundo, ou de ouvir alguém falando num espaço relativamente silencioso. Segundo as conclusões, os países com a pior audição são Nova Zelândia, Portugal e Bélgica, por ordem decrescente.

Riscos do ruído
Mais do que provocar a perda auditiva, a poluição  sonora pode colocar em risco outros aspectos da saúde da população. Apenas para ter ideia, alguns estudos mostram o ruído como um fator de risco cardiovascular: uma mera redução de 5 dB no ruído seria suficiente para diminuir a hipertensão em 1,4% e as chances de ter doença coronária e ataque cardíaco em 1,8%.

O estudo “Coping with Noise”, mostrou, ainda, uma outra perigosa correlação entre o ruído e os distúrbios altamente debilitantes: 30% das pessoas expostas a elevados níveis de ruído reportaram perturbações de humor (irritabilidade, ansiedade e nervosismo), insônia ou dores de cabeça, contra os 16% das pessoas menos expostos ao barulho. Por fim, o estudo revela que um nível de exposição ao ruído alto e médio-alto aumenta em 30% a probabilidade de sofrer algum tipo de deficiência auditiva, entre eles zumbidos e hiperacusia (intolerância a sons baixos ou moderados).

Para evitar as chamadas “doenças do ruído”, é fundamental informar e sensibilizar as pessoas sobre a prevenção e os riscos associados e conscientizá-las sobre os progressos feitos no diagnóstico e acompanhamento da  com a ajuda da tecnologia digital moderna.

 

O texto acima foi publicado no portal Deficiência Auditiva, um canal que pretende conscientizar a população sobre as diversas formas de prevenção da perda auditiva, preservação da audição e as distintas formas de reabilitação. A publicação ou compartilhamento do conteúdo é autorizado, desde que mencionada a fonte.