Fitweb > FitWeb > Notícias > Surdez precoce em quem frequenta casas noturnas
04 / Set / 2015

Surdez precoce em quem frequenta casas noturnas

casa noturna e perda auditiva

Garçons, DJs, músicos, barmans e outros profissionais que trabalham diariamente expostos à música alta são as principais vítimas de um mal que chega gradativamente: a perda de audição, que é progressiva e irreversível. A permanente exposição ao ruído contínuo, aliado à quantidade de horas em contato com o som alto, pode provocar um processo conhecido como Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE). Os mais sujeitos à perda de audição são aqueles que trabalham no meio musical, mas os frequentadores de casas noturnas também não estão livres do problema. De acordo com o Royal Deaf, três em cada quatro pessoas que frequentam casas noturnas podem desenvolver surdez precoce.

Segundo especialistas, se o ruído atingir, por exemplo, 98 decibéis, a tolerância permitida é de pouco menos de 10 minutos diários neste ambiente. E, dentro de uma boate em que o som chega a 110 decibéis, ficar por apenas meia hora já pode causar um dano sério à audição.

Ruídos acima de 85 decibéis já são prejudiciais à audição. Quanto mais repetitivo e/ou mais alto for o barulho, maior será o dano às células ciliadas da cóclea (órgão responsável pela audição sensorial). A perda da audição dependerá do tempo de exposição dessa pessoa a tais ruídos, bem como de sua predisposição genética.

Mesmo com o alerta, uma das maiores dificuldades encontradas nesses casos é que as pessoas, muitas vezes, não percebem os sintomas da diminuição auditiva, o que prejudica o diagnóstico precoce. Os sintomas iniciais geralmente podem ser zumbido, sensação de ouvido tapado, dores de cabeça e dificuldades para entender o interlocutor durante uma conversa.

Ainda que a perda de audição gradual seja uma possibilidade real para esses profissionais, é possível se prevenir. A utilização de protetores de ouvido são fundamentais e ajudam a reduzir os riscos.

 

O texto acima foi publicado no portal Deficiência Auditiva, um canal que pretende conscientizar a população sobre as diversas formas de prevenção da perda auditiva, preservação da audição e as distintas formas de reabilitação. A publicação ou compartilhamento do conteúdo é autorizado, desde que mencionada a fonte.